quarta-feira, 4 de novembro de 2009
Sobre Autoritarismo
terça-feira, 3 de novembro de 2009
Sobre tendência a padrões
quarta-feira, 28 de outubro de 2009
Não, eu não sobrevivi.
Disse mesmo que agora então eu ía dar uma volta lá fora. Comprar uns sapatos, fazer uma caminhada. Hora supimpa pra caminhar. Mesmo assim, quando eu vi, estava meio pelada e deitada em uma maca. Com aquele motorzinho prestes a ser enfiado nas minhas costas.
Eu tinha decidido dizer aqui que era tudo lindo e maravilhoso, que é só um beliscãozinho e que 'meeeu, vai lá que é sensacional, nem vai doer'. Mas esse blog ainda é meu e eu ainda digo as minhas sensações sobre as coisas. O tatuador avisou que a minha era maior e que o lugar que escolhi doeria 30 vezes mais. E eu realmente achei que ele tava brincando, sério. Mas Murph tava lá segurando a minha mão, claro.
DOEU PRA CARAMBA. Muito, muito, muito mesmo. Imagine uma injeção que não acaba nunca e que segue cortando a sua pele como um cortador de isopor. Não? Estilete. Cata aí um estilete e corta a pele pra você ver como é legal. Foi assim. E então, naquelas 369 horas de sofrimento que eu estava deitada lá, só conseguia pensar que eu tive a maior idéia de jirico da minha vida. Que meodeusdocéu, onde é que eu tava com a cabeça quando decidi fazer uma tatoo?
Tinha um rádio lá que tocava algum rock, mas pra mim podia ser até Calypso que eu nem ía ouvir. Tava mais pra lá do que pra cá, pensando que mil vezes fazer depilação com cera e que de hoje em diante eu passaria a amar a esteticista com todas as minhas forças. Parto? Que parto? Onde?
Então que eu, pessoa que prefere ouvir do que falar, pedi pra tia falar sem parar na orelha do tatuador, a fim de me distrair daquela dor e barulho infernais. Ele, bonzinho, contou até sobre sua primeira vez. Falou de mãe, filha, namoradas, ex mulher biscate que cheirava cueca. E isso foi, felizmente, o que tornou a minha dor um pouco menos insuportável. Até que a agulha chegou na minha bunda. E aí, pobre mortal, não era nem estrela mais o que eu tava vendo. Já era o cometa Halley dando pirueta e estourando pipoca. E eu jogando praga em todas as futuras gerações de quem me falou que onde é gordinho dói menos. Bando de gente mal amada! Tatuagem na bunda é a coisa mais insana que alguém pode fazer nessa vida!
Foram minutos que me pareceram anos-luz. Eu, vermelha, branca de bolinhas vermelhas, branca com listrinhas vermelhas, branca com xadrezinho vermelho, só reparei que a coisa tava feia mesmo quando ele disse 'levanta, deixa eu ver'. Rá. Foi por GOD, porque eu tremia como vara verde. Coloca aí na minha lista: Renata, moça meiga, simpática, esperta, inteligente e bonita pra caramba, tremeu horrores no dia do teste de direção E no dia de fazer tatuagem.
Gelada, vermelha e meio tonta, deitei lá de novo pra continuar a sessão tortura. Mas então Fernando, o tatuador que veio dos céus (é, porque com toda a gentileza eu sofri... imagina se tivesse escolhido um bonitão mau humorado que tinha em outro estúdio?) avisou que tinha uma má notícia: eu tava inchando.
É, a tatoo era pra ser feita em uma sessão só. É, a tia já acabou a dela. É, a dela não inchou porque ela tem pele de jacaré. É, eu tenho pele de neném. E é, eu vou ter que voltar lá de novo.
Fernando até tentou continuar, mas eu insisti encarecidamente pra voltar outro dia, tamanha a dor fora do comum que estava sentindo. E então quando ele parou, desligou o motor e começou a colocar o plástico.... foi como se eu tivesse no céu. Tudo desinchou de uma hora pra outra. E eu fiquei calma.
Enfim, eu não voltaria praquela agulha ontem nem que a vaca tossisse. Marcamos outra sessão. E enquanto eu pensava que não basta morrer, tem que ser aos pouquinhos, Fernando me mandou comprar uma pomada anestésica para a próxima vez. É, porque agora ele vai pintar e sombrear. E eu já sei que agora eu vou morrer, já que essa parte é muito pior que o traço.
Enfim, quando a gente coloca os pés pra fora daquela sala de tortura chinesa, a vida e a sanidade voltam ao normal. Eu sinto uma leve dor nas costas, como se tivesse tomado sol demais. Isso, queimadura de sol. E só. E então começa a sessão 'agora também eu vou mostrar pra todo mundo'. E aí é bem legal. Tanto, que QUASE que dá pra esquecer todo o sofrimento passado. E o que eu ainda vou passar.
É, porque muito se engana quem diz que eu não terei coragem pra voltar. Até parece que agora que eu já sofri tanto o negócio vai ficar pela metade! Eu hoje já acordei pensando que 10 dias (ele marcou a minha outra sessão dia 07/11) serão uma eternidade pra quem tem faniquito de ter uma tatoo supimpamente supimpa e lindona em metade das costas.
Fotos da sessão tortura parte 1:
Psicose no preparativo.
Jogos Mortais parte 357 e meio. Na bunda.
A Volta dos Mortos Vivos. E eles ainda sorriem.
Depois do Fim do Mundo tem uma tatuagem incompleta. Tem uma tatuagem incompleta depois do fim do mundo.
Os Goonies também se tatuam. E é lindona assim que a minha tatuagem vai ficar, assim que eu for para a sessão Poltergeist parte 29 - o sombreamento contra-ataca.
PS: Desenhos personalizados, cores, sombreamentos, frufrus, imagens, paciência, historinhas pra Renatas dormirem, talento, dedicação, atenção, apoio moral e compreensão por Fernando, da Tatoo Brasil. E eu realmente não teria sobrevivido sem ele.
terça-feira, 27 de outubro de 2009
Sobre o dia que não teve post
Adeus então, me desejem sorte, rezem aí por mim que eu garanto que SE eu sobreviver, volto pra contar. Mas, se eu não sobreviver, posso voltar também se você quiser. Você é quem sabe.
segunda-feira, 26 de outubro de 2009
Sobre Conhecer Pessoas
Mas viva a tecnologia, hoje a arte de conhecer pessoas tem mais uma ramificação: pela internet. Tem gente que a gente conhece primeiro via bate papo. E aí, pena, mas a frequência lá não é boa e achar alguém legal (para minhas muitas exigências) é quase como procurar agulha em palheiro. Mesmo assim, hoje as pessoas já casam com seres que conheceram na internet! Mas esse fim de semana eu pude experimentar conhecer as pessoas blogueiras. E, confesso, me surpreendi.
Quem tem um blog, na maioria das vezes escreve bem e sabe se expressar. E, completando, se a pessoa ainda lê o meu blog, me conhece sem realmente me conhecer. É estranho você conhecer alguém que sabe tanto sobre você. Que opina sobre o que você pensou no dia tal. Como assim, meu povo, que eu conheço a pessoa agora e ela sabe tanta coisa a meu respeito? E então, passado o período de minutos até que se acostume com a fisionomia da pessoa que até ontem você só conhecia pelas palavras, tudo fica muito íntimo, como se nos conhecêssemos desde sempre. Aliando esses fatos ao certo de que, quem tem um blog é inteligente, pronto. Faz-se intimidade quase que instantânea. Gostei muito da experiência, e das pessoas mais ainda!
Lilly é uma pessoa fofa como eu achei que fosse desde o início. A pessoa se perde na cidade quase tanto quanto eu, o que fez com que eu me identificasse com ela. No primeiro dia de amizade eu já a vi se sentindo couve-flor no vapor e com máscara branca no rosto, enquanto ela fazia limpeza de pele. E a pessoa foi capaz de tirar uma com a minha cara enquanto eu cortava o cabelo. E saiu viva, acreditem! Inveja da sobrancelha escura e grossa dela.
Ju Ferrer, além de nos apresentar um tatuador, nos recebeu em sua casa, nos ofereceu comida, deu copo de água geladinha e oportunidade para várias risadas, apesar de séria. Loira, alta, magra e inteligente (peraí que eu vou ali me jogar). Me surpreendeu por ser mais reservada, apesar de escrever longos textos no blog. Faz bolas de lantejoulas, toma mate com água gelada. Diferente do que eu imaginava, eu adoro me surpreender para o lado bom com as pessoas.
Gente que existe, gente que vive, gente verdadeira, sabe? Que não usa a internet pra mentir e parecer melhor do que é. Gente normal, gente feliz. Dia de meninas que eu adorei.








